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sexta-feira, 24 de maio de 2013

TRABALHANDO O NOME




                                                                         PROJETO NOME
JUSTIFICATIVA: A  elaboração deste projeto faz-se necessário. por isto formação da identidade está relacionada intimamente ao conhecimento do nome.
O nome próprio tem uma característica: é fixo, sempre igual. Uma vez aprendido, mesmo a criança com hipóteses não alfabéticas sobre a escrita não escreve seu próprio nome segundo suas suposições, mas, sim, respeitando as restrições do modelo apresentado. As atividades com os nomes próprios devem ser sequenciadas para que possibilitem as aprendizagens mencionadas acima. Uma proposta significativa de alfabetização, aquela que visa formar leitores e escritores, e não mero decifradores do sistema, não pode pensar em atividades para nível 1, nível 2, nível 3...

É preciso considerar:
• Os conhecimentos prévios das crianças.
• O grau de habilidade no uso do sistema alfabético.
• As características concretas do grupo.
• As diferenças individuais.

PÚBLICO ALVO: 1º ano.

TEMPO ESTIMADO- Até que todos aprendam a escrever seu nome e reconhecer o dos colegas.

Materiais necessários
- Folhas de papel sulfite com os nomes das crianças da classe impressos
- Etiquetas de cartolina de 10cm x 6cm (para os crachás)
- Folhas de papel craft, cartolina ou sulfite A3

O QUE O PROFESSOR DEVE GARANTIR NO DECORRER DO PROJETO:
- Construção da rotina;
- Elaboração do contrato didático;
- Organização do espaço de trabalho;
- Organização do material utilizado;
- Levantar pesquisa junto aos pais;
- Confecção dos crachás e listas;
- Registro das atividades para avaliação.

OBJETIVOS: Ao final das atividades, a criança deve:
- Identificar  a grafia do nome;
- Reconhecer o próprio nome;
- Escrever com e sem modelo o próprio nome.
- Adquira noções de matemática;
- Identificar ou reconhecer as letras do alfabeto;
- Identificar o nome das diversas situações do cotidiano;
- Reconhecer o próprio nome dentro do conjunto de nomes do grupo, nas situações em que isso se fizer necessário;
- Aprender à escrita do próprio nome em situações em que forem necessários;
- Ter contato com as letras, com a formação do nome, ampliando seu repertório de conhecimento de letras.
- Reconhecer as situações onde faz sentido utilizar nomes próprios: para etiquetar materiais, identificar pertences, registrar a presença em sala de aula (chamada), organizar listas de trabalho e brincadeiras, etc.
- Interpretar as escritas dos nomes dos colegas da turma.
- Utilizar o conhecimento sobre o próprio nome e o alheio para resolver outros problemas de escrita, tais como: quantas letras usar, quais letras, ordem das letras etc.


OBJETIVO COMPARTILHADO: Elaboração de um álbum coletivo, que traga informações sobre a criança.

ORGANIZAÇÃO DA SALA - Cada tipo de atividade exige uma determinada organização:
- Atividades de identificação das situações de uso dos nomes: trabalho com a sala toda.
- Identificação do próprio nome: individual.
- Identificação de outros nomes: sala toda ou pequenos grupos.

CONTEÚDO:
- Pesquisa sobre a origem do nome (pesquisa com os familiares)
- Análise de fotos antigas e atuais da criança.
- Montagem de uma linha do tempo da criança a partir das fotos trazidas.
- Regras de convívio social;
- Representação escrita do nome;
- Identificação do nome;
- Socialização.

DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES
Parlenda a Canoa Virou
1. Dobradura: Cada um faz seu barquinho colori e coloca seu o nome no barquinho
Enquanto a turma canta a parlenda cada um procura seu barco e cola no painel com a letra da música.
Distribuir a cópia da letra da música, colar no caderno de cada aluno,  pedir que preencham a letra da música com o seu nome e ilustre a parlenda.
"A CANOA VIROU
POR DEIXAR ELA VIRAR
FOI POR CAUSA______________
QUE NÃO SOUBE REMAR"
SE EU FOSSE O PEIXINHO
E SOUBESSE  NADAR
EU TIRAVA A ______________________
DO FUNDO DO MAR

2. Em círculo, espalhar os peixinhos com nomes deles no chão cantar e conforme for falando o nome da criança, a mesma retira do "fundo do mar" e colará o peixinho no caderno  e depois enfeitará com papel picado o peixinho. 



3. SIGNIFICADO DO NOME
Preparar uma ficha com nome da criança em letra bastão. Mandar para os pais escreverem o significado do nome.Em roda de conversa explicar o significado de cada nome valorizando a todos. Colar no caderno a ficha e deixa-los livre para colorir ou copiar seu nome.

Situação 1-SELECIONE SITUAÇÕES EM QUE SE FAZ NECESSÁRIO ESCREVER E LER NOMES. Alguns exemplos: Escrever o nome de colegas para identificar papéis, cadernos, desenhos (pedir que as crianças distribuam tentando ler os nomes).
Recolhendo material. Questione as crianças como se pode fazer para que se saiba a quem pertence cada material. Ouça as sugestões. Distribua etiquetas para as crianças e peça que cada uma escreva seu nome na sua presença. Chame atenção para as letras usadas, a direção da escrita, a quantidade de letras, etc.

Situação 2 - CONSTRUINDO UM CRACHÁ. Questione as crianças como os professores podem fazer para saber o nome de todas nos primeiros dias de atividade. Ajude-as a concluir sobre a função do uso de crachás. Distribua cartões com a escrita do nome de cada uma que deverá ser copiado nos crachás. Priorize neste momento a escrita com a letra de imprensa maiúscula (mais fácil de reprodução pela criança). Solicite o uso do crachá diariamente.




Situação 3 - LISTA DE CHAMADA DA CLASSE. Ler cartões e listas com nomes para saber em que lugar cada um deve sentar; para saber, quem são os ajudantes do dia, quem faltou, etc.
Entregue a lista de chamada das crianças da sala. Peça que as crianças digam os nomes das crianças ausentes e que circulem esses nomes. Siga as mesmas orientações da atividade 1, no tocante às ajudas necessárias para a realização da tarefa.
Fazendo a chamada Lance para a classe o problema: como podemos fazer para não esquecer quem falta na aula?
Observações: todas essas situações e outras têm como objetivo que as crianças recorram à escrita dos nomes como solução para problemas práticos do cotidiano.

 Material necessário- Caixa de sapato, cartaz de pregas, fichas com o nome das crianças, alfabeto (com letras maiúsculas e de fôrma) e letras móveis.
1- Coloque as fichas com os nomes na caixa. Organize os pequenos em roda e explique que são os nomes deles que estão nas fichas. Lance o desafio: "Vamos descobrir quem veio e quem não veio?"
 Pegue uma ficha e incentive-os a ler. Quando o nome for identificado, a criança prega a plaquinha no cartaz.

2-LISTA DE NOMES: Incentive a criança a ler a lista, estimule o aluno a arriscar a primeira letra do seu nome. Avance para as outras usando como referência o nome de outros colegas. Por exemplo, se na ficha estiver grafado "Amanda", conduza a discussão indicando que a palavra começa com o mesmo A de "Ana" e de "Amélia".
3- Utilize estratégias para diversificar a atividade. Para alguns nomes terminados em A e O, revele a última letra e pergunte: "É de menino ou de menina?" Para nomes parecidos - Rodrigo e Rogério, por exemplo -, revele as duas primeiras letras e vá explorando as diferenças no resto da palavra. Em outros, como Maria e Mariana, é possível ainda comparar os diferentes tamanhos dos dois.
4- Após a leitura, distribua a cada um a ficha com seu nome. Peça que todos reproduzam o que está escrito com o alfabeto móvel. O processo deve ser auxiliado com questionamentos: "Tem certeza de que é essa letra?" ou "A letra está do ‘lado’ correto?" Observe as crianças que não precisam mais do modelo na hora de escrever.
- Peça a leitura e interpretação de nomes escritos.
- Prepare oralmente a escrita: discuta com as crianças, se necessário, qual o nome a ser escrito dependendo da situação. Se for para identificar material da criança, use etiquetas; para lista de chamada use papel sulfite ou papel craft.
- Seja bem claro nas recomendações: explicite o que deverá ser escrito, onde fazê-lo e como, que tipo de letra usar, etc
-  Peça a escrita dos nomes: com e sem modelo das letras etc. e interpretação de escritas.
- Identificação de situações onde se faz necessário escrever e ler nomes. Aproveite todas as situações para problematizar a necessidade da escolha das letras.
- Peça que observem a ordem alfabética na lista.

Situação 4 -  DITADO
Dite um nome da lista. Cada criança deverá encontrá-lo na lista que tem em mãos e circulá-lo. Em seguida, peça a uma criança que escreva aquele nome na lousa. Peça a elas que confiram se circularam o nome certo. Para que essa atividade seja possível a todas é importante fornecer algumas ajudas. Diga a letra inicial e final, por exemplo.

Situação 5 - SEPARANDO NOMES DE MENINAS E MENINOS

Apresente a lista da chamada da classe. Peça para as crianças separarem em duas colunas: nomes das meninas e nomes dos meninos. Proponha que as crianças escrevam o próprio nome em seus desenhos e outras atividades. Sempre que houver confusões entre letras parecidas (o S e o Z, por exemplo), oriente os pequenos a consultar o alfabeto fixo acima do quadro para tirar dúvidas.


Observação: em todas estas atividades é importante chamar a atenção para a ordem alfabética utilizada nas listas. Este conhecimento: nomeação das letras do alfabeto é importante para ajudar a criança a buscar a letra que necessita para escrever. Em geral as crianças chegam à escola sabendo "dizer" o alfabeto, ainda que não associando o nome da letra aos seus traçados. Aproveite esse conhecimento para que possam fazer a relação entre o nome da letra e o respectivo traçado.

Ficha de observação de nove colunas, contendo os seguintes campos:
1. Nome da criança
2. Escreve sem modelo?
3. Usa grafias convencionais?
4. Utiliza a ordem das letras?
5. Conhece os nomes das letras?
6. Reconhece outros nomes da classe?
7. Escreve outros nomes sem modelo?
8. Utiliza as letras convencionais na escrita dos nomes?
9. Utiliza o conhecimento sobre os nomes para escrever outras palavras?
Observação: A partir do registro na planilha acima é possível ter uma visão das necessidades de investimento com cada criança e também das necessidades coletivas de trabalho com a classe.
Avaliação- É importante observar e registrar os avanços das crianças na aquisição do próprio nome e no reconhecimento dos outros nomes. Tratando-se de uma informação social - a escrita dos nomes -, é preciso observar se as crianças fazem uso dessa informação para escrever outras palavras. A escrita dos nomes é uma informação social, porque é uma aprendizagem não escolar. Dependendo da classe social de origem da criança, ele já entra na escola com este conhecimento: como se escreve o próprio nome e quais as situações sociais em que se usa a escrita do nome. Para crianças que não tiveram acesso a essa informação a escola deve cumprir esse papel.
BIBLIOGRAFIA
Tolchinsky, Liliana . 1998 . Aprendizagem da Linguagem escrita. Editora Ática.
Teberosky, Ana. 1994. Aprendendo e escrever. Editora Ática. 1990. Psicopedagogia da Linguagem escrita. Editora Unicamp 1990. Reflexões sobre o ensino da leitura e da escrita. Editora Unicamp.
Ferreiro, E & Teberosky A. 1984. Psicogênese da língua escrita. Artes Médicas.
Curto, L&Morilllo, M&Teixidó, M - Escrever e ler - volumes 1 e 2. Artes Médicas.
Fonte: Site da Revista Nova Escola.
Suzana Mesquita

RECURSOS MATERIAIS:
-Papel cartão e madeira, caneta hidrocor, alfabeto móvel, tiras de tecido, de algodão, lápis colorido, giz-de-lousa.

 FONTE:
 - REVISTA NOVA ESCOLA.


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